Logo oficial CEMEL NEWSCEMEL NEWSO JORNAL DOS NOSSOS ALUNOS
EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 01

A doença da “Vaca Louca”: o que é isso?

Imagem publicada com a matéria A doença da “Vaca Louca”: o que é isso?

Essa doença começou a evoluir desde o ano de 2021, podendo transformar humanos em loucos que saem por ai devorando todos. Essa evolução já infectou uma pessoa no Japão (Tokio) fazendo assim, as chances de doença se espalhar muito maiores. O humano que foi infectado, matou 3 pessoas e infectou 2 outras pessoas que estão sendo tratadas, mas pelo que os cientistas verificaram até o momento, isso não tem cura e, se continuar se espalhado, pode ser o fim da humanidade. Investigações e previsões estão sendo feitas, e a população foi orientada a acionar o governo caso alguma pessoa com sintomas for vista. A doença da vaca louca ou encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é uma doença degenerativa fatal que acomete o sistema nervoso central de bovinos. É transmissível, não é contagiosa e possui um longo período de incubação, o qual gira em torno de cinco anos. Os primeiros casos da doença da vaca louca foram diagnosticados em 1986, no Reino Unido. Na ocasião, observou-se um grande surto da doença com a morte de vários animais. Cerca de 180.000 animais foram mortos, mas estima-se que mais de três milhões de bovinos tenham se infectado e foram abatidos no estágio pré-clínico. A doença da vaca louca é provocada por um príon, ou seja, por uma partícula proteica infecciosa. A teoria mais aceita para explicar a doença é a de que uma proteína normal da membrana celular sensível à protease sofre uma transformação e dá origem a uma forma anormal, a qual se replica e acumula nas células do sistema nervoso central, provocando a doença. Essa proteína normal ocorre na maioria das células, mas principalmente no sistema nervoso central. A doença pode se manifestar de duas formas: a clássica e a atípica. Na forma clássica, temos príon de peso molecular considerado padrão. Já na forma atípica, temos príon de peso molecular alto (EEB atípico tipo H) ou baixo (EEB atípica tipo L). A forma clássica da doença é transmitida para os bovinos quando eles se alimentam de produtos que contêm material de origem animal contaminado pela doença, como farinhas de carne e ossos. A forma atípica, por sua vez, surge de maneira espontânea no gado e destaca-se por atingir animais mais velhos. É importante destacar que a forma clássica da doença é a mais preocupante e responsável pelo grande surto na década de 1980. A forma clássica nunca foi detectada no Brasil. A forma atípica, no entanto, já foi diagnosticada em nosso país, mas trata-se de uma doença que ocorre de forma natural e esporádica. A doença recebeu essa denominação por provocar um comportamento estranho nos bovinos. Dentre as manifestações clínicas observadas, podemos destacar: reação exagerada a estímulos externos, dificuldade de locomoção e nervosismo. A doença da vaca louca pode ser diagnosticada com base nos sintomas apresentados, principalmente em situações em que se sabe que há surtos da doença. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito apenas após a morte do animal, sendo coletadas amostras do sistema nervoso central e realizado o exame histológico seguido da técnica imuno-histoquímica. A doença da vaca louca não possui tratamento clínico. Alguns exames podem ajudar no diagnóstico da doença, como os exames de sangue, para análise genética no príon, e análise de liquor, para detecção de uma proteína neuronal. A confirmação definitiva de um caso, no entanto, só ocorre com a realização de exame neuropatológico em fragmentos do cérebro. Desde que a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob foi identificada, em 1995, a doença já levou 178 pessoas à morte.

Continue nesta edição

Todas as 21 matérias ↗