Edição 10
Entendendo a genética: da teoria de Mendel à descoberta do DNA

A Genética é uma área das ciências que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de um indivíduo para outro, isso é chamado de hereditariedade e tem origem grega, sendo que a palavra genética significa “fazer nascer”.
Os primeiros passos da genética se deram há mais de 150 anos, mais precisamente em 1860, quando o monge austríaco Gregor Mendel (1822-1884) realizou os primeiros experimentos genéticos utilizando ervilhas cultivadas no mosteiro de Brno, na República Tcheca. Gregor Mendel escolheu essa planta herbácea, pois além de ser de fácil cultivo, ela possui períodos de produção curtos e produz muitas sementes. Isso facilitou os estudos sobre características como a cor da flor, posição dela no caule, aspectos da semente, como altura, cor, forma e textura. Durante sua pesquisa sobre a transmissão de características entre as diversas gerações da planta, Gregor chegou à conclusão de que cada característica é determinada por dois fatores, podendo ser híbridos ou puros (obtidos por cruzamento). Anos depois, esses fatores foram chamados de “genes”.
A genética é importante por vários motivos, incluindo a identificação de mutações genéticas que levam a doenças, algumas das quais são hereditárias e passam de geração para geração.
Ela permite melhorar a qualidade de vida por meio de medicamentos, novos diagnósticos, seleção de espécies mais rentáveis e produtivas para a agricultura e a pecuária.
A genética tem um papel importante no mapeamento de doenças, no avanço das pesquisas sobre o tratamento de doenças hereditárias e no entendimento da evolução humana.
O Gene é um segmento da molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico) e é responsável pelas características herdadas geneticamente. Cada gene é composto por uma sequência específica que contém uma “receita” para produzir proteínas que desempenham funções no organismo.
O DNA é um tipo de ácido nucleico relacionado ao armazenamento de informações genéticas. O DNA é encontrado no núcleo da célula, em uma região não delimitada por membrana, chamada nucleoide.
Todo esse esforço não foi reconhecido na época e acabou sendo esquecido. Porém, em 1900, anos após a morte de Mendel, os pesquisadores Hugo de Vries, da Holanda, Eric Von, da Austrália, e Erich Correns, da Alemanha, repetiram o mesmo estudo com as plantas híbridas que Mendel havia utilizado e chegaram aos mesmos resultados. Com isso, Gregor Mendel foi considerado o Pai da Genética e, a partir disso, iniciaram-se os estudos genéticos em seres humanos. Desde então, as pesquisas não pararam. Em 1953, foi descoberta a estrutura-chave do DNA, contendo a informação genética.
As doenças genéticas são aquelas que envolvem alterações no material genético, conhecido como DNA, e algumas delas podem ser hereditárias, mas nem todas são. Um exemplo é o câncer, que é causado por alterações no material genético, mas não é transmitido hereditariamente. Existem três tipos de doenças genéticas:
Monogênica: Quando apenas um gene é modificado.
Multifatorial: Quando mais de um gene é afetado e há influência de fatores ambientais.
Cromossômicas: Quando os cromossomos sofrem modificações em suas estruturas.
Algumas doenças genéticas comuns incluem Síndrome de Down, anemia falciforme, diabetes, câncer e daltonismo. Existem também doenças genéticas raras, como Síndrome de Patau, fibrose cística, Síndrome de Turner, progeria, hipertricose, fenilcetonúria, albinismo, entre outras.
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Edição 10 · Setembro de 2024
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