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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 12

Conectados mas isolados: o efeito da tecnologia na saúde mental dos jovens

Imagem publicada com a matéria Conectados mas isolados: o efeito da tecnologia na saúde mental dos jovens
Imagem: Foto de Warren na Unsplash

Falar sobre a tecnologia nos dias atuais é algo absolutamente comum. O uso de tablets, celulares, computadores e novos dispositivos do século XXI vem sendo algo corriqueiro, que até os bebês já sabem manusear. É só observar crianças com menos de 12 meses de idade, já com a coordenação motora de seus pequenos dedinhos rolando a tela do celular. Este fato já faz parte da rotina dos seres humanos: para os bebês e crianças, serve para deixá-los quietos e não ficarem perturbando os adultos; para os adolescentes, serve para fazerem lives, trabalhos escolares, jogarem, etc.; para os adultos, para trabalharem, fazerem uma receita, assistirem a um filme, pagarem contas e até mesmo para marcarem um encontro. Você percebeu o quanto o ser humano está dependente da tecnologia? Não se veem mais pessoas com livros em mãos, tão pouco lendo uma revista ou jornal. Tem criança ou adolescente que nunca manuseou um jornal.

Na época da minha avó, as coisas eram muito diferentes. Ela dizia que brincava na rua, e que seus brinquedos eram os insetos do jardim, palha de milho era sua boneca, pulava corda e, quando queria fazer alguma pesquisa escolar, teria que recorrer aos jornais e revistas velhos de seu pai. Não havia os perigos de hoje em dia. Tudo está mais explícito, como sequestros, assaltos e até mesmo o uso de entorpecentes. Não quer dizer que estes crimes não aconteciam antigamente. Aconteciam sim, mas não se tinha acesso à internet e as notícias não eram divulgadas com uma velocidade como hoje.

Em uma entrevista no G1 para o Fantástico, o médico Dráuzio Varella explica: “O uso excessivo de eletrônicos pode piorar o convívio familiar e até gerar situações de conflito dentro de casa”.

Este conflito vem se destacando em casa, no desempenho escolar, no comportamento e também na saúde mental. Observa-se jovens totalmente dependentes do uso de dispositivos eletrônicos. De acordo com o pediatra Daniel Becker, ele afirma que: “Essas crianças e adolescentes vão perder em habilidades, em capacidades, em relacionamento, em autoconhecimento. Ele acha que está num grupo de milhares de amigos pertencentes, mas aquilo é uma ilusão”.

Para a psicóloga Joyce Bonfante (Psicologia Clínica e da Saúde – UNESP de Assis – SP): “A dependência e o uso excessivo das telas podem ser prejudiciais para o desenvolvimento saudável dos jovens”. Desta maneira, ela afirma que as crianças e adolescentes estão em uma fase de desenvolvimento e por um período de transição de mudanças físicas, mental, emocional, social e na formação da sua identidade.

O impacto negativo mais preocupante do excesso de uso da tecnologia é o distanciamento social, a ansiedade, a depressão, a ideação suicida, o cyberbullying, a redução da autoestima. Os impactos das séries e filmes também influenciam muito no comportamento dos jovens.

O mais importante de toda esta história é saber buscar ajuda, tanto familiar quanto de um psicólogo, pois se trata de algo silencioso.

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