Edição 16
Alimento que alimenta: como reduzir perdas e combater a fome

Em 2025, a segurança alimentar no Brasil apresenta uma situação favorável, com a saída do país do mapa da fome da ONU e a média de subalimentação abaixo de 2,5% no período entre 2022 e 2024.
A fome é um problema que parece distante quando olhamos só para nossa própria mesa, mas na realidade está muito mais perto do que imaginamos. Milhões de pessoas passam fome todos os dias, enquanto toneladas de comida são jogadas fora. De um lado, pessoas sem ter o que comer; do outro, supermercados, restaurantes e até nós mesmos desperdiçando comida que poderia matar a fome de muitas pessoas.
O desperdício acontece na produção, no transporte, nos mercados e principalmente nas casas. Pode parecer pouca coisa quando é individual, mas juntando todo mundo vira um problema enorme: muita comida jogada no lixo que daria para alimentar milhões de pessoas.
A fome é um problema que sempre ouvimos falar, um problema que sempre teve e que parece que sempre terá, pois nunca parece ter fim. Vemos muitas pessoas fazendo campanhas e ajudando, mas nunca parece o suficiente.
O desperdício de comida é um dos maiores paradoxos da sociedade atual. Nunca se produziu tanto alimento na história da humanidade, e ainda assim nunca tanta gente passou fome ao mesmo tempo. Isso acontece porque a produção não é sinônimo de distribuição. Há países e regiões que produzem em excesso, enquanto outros mal conseguem sustentar a própria população.
Vale lembrar que grande parte da comida produzida não chega a ser consumida por perdas no transporte, estragamento ou simplesmente porque é jogada fora.
Falando assim, até parece que nós não estragamos comida, né? Sempre tem uma coisa que não usamos no armário, que poderíamos doar, mas acabamos esquecendo e a comida vence, ou até mesmo comidas que estragam na geladeira porque não comemos. Muitas comidas são jogadas no lixo porque não estão “bonitas” no nosso ponto de vista.
Para ajudar podemos: - Reduzir o desperdício: planejar as compras, armazenar bem os alimentos, aproveitar cascas, talos e sobras em receitas
- Praticar solidariedade: doar alimentos, apoiar campanhas de arrecadação, ajudar projetos sociais locais
- Consumir de forma consciente: dar preferência a produtores locais e feiras, valorizando a agricultura familiar
Soluções coletivas: - Bancos de alimentos: recolher doações de supermercados, feiras e restaurantes para distribuir a quem precisa
- Cozinhas comunitárias: preparar refeições acessíveis ou gratuitas para famílias em situação de vulnerabilidade
- Educação alimentar: ensinar a população sobre aproveitamento integral dos alimentos, alimentação saudável e sustentável
- Redes de solidariedade: organizações não governamentais e grupos voluntários que conectam quem tem sobra com quem tem necessidade.
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Edição 16 · Novembro de 2025
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