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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 16

Entre o calafrio e a catarse: por que os jovens amam terror?

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Muitas vezes assistimos a algum filme de terror e suspense e ficamos presos durante a história. Às vezes, é tão sombrio que nos perguntamos: “Por que alguém gosta de sentir medo?”. Pois bem, o estilo terror é um gênero que tem como objetivo gerar medo, criando uma atmosfera sombria, causando sustos e até mesmo choque. Mas por que os jovens se atraem tanto por esse tipo de gênero?

Por conta dos sustos e do sentimento de que algo está prestes a acontecer, sentimos adrenalina. Mesmo não estando na situação, sentimos o risco e o perigo que está por vir, tornando-se uma sensação de alerta viciante, o que é prazeroso para muitas pessoas. Isso ativa o sistema de recompensa do nosso cérebro, e após toda a tensão do filme ou série passar, o cérebro libera endorfina, que proporciona prazer.

Sendo jovem, temos uma curiosidade e uma necessidade de conhecer coisas novas muito forte. Os filmes de terror permitem que exploremos a curiosidade mórbida sem correr os mesmos riscos que os protagonistas, permitindo que os espectadores se prendam na sensação de “o que vem agora?”, explorando cada vez mais a criatividade junto com a adrenalina.

O terror e o suspense não precisam necessariamente focar apenas em sustos, mas também podem trazer reflexões. No filme “A Substância”, de 2024, vemos uma protagonista que busca uma imagem perfeita, sempre jovem e bonita, usando uma substância com consequências terríveis. O filme é um body horror, o que gera choque com suas imagens, e aborda um tema identificável para os adolescentes: a busca pela beleza.

Outros filmes de terror e suspense muito conhecidos são “Garota, Interrompida” e “As Virgens Suicidas”, onde vemos protagonistas adolescentes descobrindo o mundo através de problemas como depressão, borderline, entre outros. Temas psicológicos chamam a atenção dos jovens por serem identificáveis, já que depressão e ansiedade são doenças muito presentes em jovens entre 14 e 19 anos.

Em “As Virgens Suicidas”, de 1999, vemos cinco jovens com pais controladores — algo que muitos jovens também experienciam — que as proíbem de muitas coisas, especialmente após a morte de uma das irmãs. Isso vai piorando o psicológico de toda a casa. Esse tema sensível promove uma exploração de sentimentos e a visão de outras realidades, trazendo reflexões muito procuradas por jovens, que estão em uma fase de querer se entender e compreender melhor sentimentos como melancolia e intensidade, já que na adolescência tudo parece ser mais intenso do que realmente é.

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