Ciência e Tecnologia
Do algodão ao Dry Fit: a evolução dos uniformes

Ultimamente, os uniformes dos jogadores de alguns anos para cá estão tendo várias mudanças. Antigamente, os tecidos dos uniformes eram muito densos e com poucas mudanças; hoje, eles têm muitas melhorias e qualidades de última mão, que melhoram o desempenho dos jogadores em campo. Agora, vamos entender um pouco mais sobre esse assunto e saber mais.
Como o uniforme influencia o desempenho do jogador
Os uniformes hoje em dia têm um papel muito importante no desempenho do jogador. Um uniforme bom e de ótima qualidade pode dar altos resultados. A qualidade do uniforme ajuda o jogador a ter mais velocidade, ajuda a regular a temperatura do corpo, previne qualquer coceira ou irritação na pele durante o jogo e até pode ajudar na movimentação do jogador. Podemos citar um exemplo: o jogador tem que correr 5 km. Com um bom uniforme, o resultado é muito mais rápido e eficiente; já o jogador usando um uniforme de qualidade ruim, o rendimento pode ser influenciado pelo peso ou até pela temperatura. Percebeu como um ótimo uniforme muda totalmente o resultado final?
Curiosidades e sustentabilidade dos uniformes
Você sabia que muitas empresas usam garrafas PET recicladas para fazer uniformes? Isso produz poliéster, que é uma fibra sintética. Ela não rasga ou desfia facilmente, tem baixa absorção de água, é ótima para o dia a dia porque deixa a roupa mais leve e preserva a cor. Agora vou falar dos custos dessas roupas: por serem de materiais recicláveis, esses produtos têm custo-benefício favorável ao público consumidor. Por exemplo, uma camiseta da marca Polo sai por R$ 29,90; a calça da Orford sai por R$ 29,90. Uma curiosidade: você sabia que alguns uniformes da seleção brasileira de futebol já foram feitos com materiais reciclados? Na Copa do Mundo de 2010 (África do Sul), a Nike estabeleceu uniformes feitos de poliéster 100% reciclado, aplicando cerca de oito garrafas PET por kit completo. Na Copa de 2014, o uniforme era
16% mais leve do que os anteriores. Na Copa de 2022 e nesta Copa de 2026, será utilizada a nova coleção.
Tecnologia dos uniformes hoje A tecnologia dos tecidos esportivos evoluiu muito e hoje é muito importante e essencial para o desempenho dos atletas. Temos materiais modernos, como o poliéster tecnológico. As características do poliéster são: tecidos leves, resistentes e que ajudam na mobilidade do atleta. Além disso, existem muitos uniformes que possuem tecidos que absorvem o suor e secam rapidamente, mantendo o jogador mais “à vontade” durante a partida. Outro ponto importante é a ventilação presente nas roupas, que evita o superaquecimento do corpo. Grandes marcas esportivas contribuem com isso, como Nike, Adidas e Puma, que desenvolvem novas tecnologias para criar tecidos mais eficientes, ajudando os jogadores em campo.
A evolução dos uniformes Em 1800, o futebol se popularizou nas escolas da Inglaterra, mas as pessoas não tinham uniformes, então substituíam por outras peças de roupa, como o cinto. Como não dava para diferenciar os times, usavam lenços e cachecóis de cores diferentes. Em 1863, o futebol se profissionalizou, começando a ter regras e surgindo os campeonatos, o que fez o uniforme se tornar obrigatório. Com o passar do tempo, os times começaram a promover seus uniformes junto com a federação. Com a evolução da moda, os uniformes foram de algodão para malha de algodão, que era mais leve. Na década de 30, começaram a aparecer os escudos e novas cores nas camisas. Já na década de 80, a camisa era de malha de algodão, mas ela ainda ficava pesada por conta do suor. Na Copa do México (1986), começaram a usar poliéster, que era mais leve e um tecido fácil de estampar a logomarca patrocinada do time, só que ainda pesava com o suor. E na década de 90, veio a camisa dry fit, que é tecnológica e capaz de absorver o suor, sendo mais confortável.
Você, que está lendo, percebeu como entender um pouco da roupa dos jogadores faz a gente ter uma visão diferente do que acontece em um jogo, além dos gols?
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