Edição 02
Os bastidores do roubo ao Banco Central

O Assalto ao Banco Central em 6 e 7 de agosto de 2005 foi realizado por assal tantes que cavaram um túnel de 80 metros de extensão e 4 metros de profundidade. Eles roubaram mais de R$160 milhões em cédu las, o que foi amplamente noticiado por anos e gerou novos crimes. Os assaltantes foram condenados por furto qualificado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O líder do grupo, Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como “O Alemão”, foi condenado a 49 anos e 2 meses de prisão. Ele tentou fugir de um presídio de segurança máxima no Ceará e foi balea do. Atualmente, ele cumpre sua pena na mesma prisão. O rou bo é considerado o se gundo maior da histó ria do Brasil.
O assalto ao Banco Central foi realizado por cerca de 30 pessoas lideradas por An tônio Jussivan dos Santos, conhecido como “Alemão”, e Deusimar Neves Queiroz, con hecido como “Gordinho”. Alemão recrutou os criminosos e Gordinho tinha informações valiosas sobre as notas no cofre. Edilson dos Santos Vieira, conhecido como “Dez”, era amigo de Alemão e trabalhava como vi gilante no Banco, fornecendo informações importantes sobre a estrutura do local. Outro envolvido era Jorge Luiz da Silva, conhecido como “Mineiro”, que alugou a casa na Rua 25 de Março. Engenheiros habilidosos construí ram um túnel com 75 cm de diâmetro e 4 me tros de profundidade, utilizando 900 escoras de argamassa e tubos de cimento. O túnel era seguro, com lonas de plástico, iluminação, ventilação e até sistemas de ar condicionado. O roubo foi bem planejado e rendeu mais de R$ 160 milhões, tornando-se um dos maiores da história do Brasil. Alemão foi considerado o líder e foi condenado a 49 anos e 2 meses de prisão.
O roubo ao Banco Central rendeu R$164 milhões aos assaltantes, que transportaram a fortuna por vans e espalharam pelo Bra sil. Durante o caminho, muitas notas foram derrubadas. Surpreendentemente, nenhum alarme do banco foi acionado, permitindo que os ladrões tivessem 48 horas para fugir. Eles tiveram tempo de apagar todas as digi tais da casa alugada e desaparecer. Na manhã de segunda-feira, os funcionários do banco fi caram chocados ao descobrir um dos maiores roubos da história do país.
Os assaltantes enterraram R$56 milhões em uma casa no bairro Mondubim, na peri feria de Fortaleza, e distribuíram algumas cé dulas de cinquenta para os envolvidos. Três dias depois, decidiram transportar o dinhei ro em um camin hão cegonha cheio de carros. A polícia estava monitorando a ação através de grampos em celula res, mas não sabia a localização exata do caminhão. O moto rista, um funcioná rio que nunca havia viajado com o chefe José Charles Machado de Morais, achou suspeito o comportamento do chefe e percebeu notas de 50 reais saindo dos carros. Em Sete Lagoas, o motorista jo gou o caminhão no posto da polícia e contou aos policiais sobre o dinheiro suspeito. José Charles foi preso em flagrante com o dinhei ro.
Em 29 de setembro de 2005, a polícia descobriu a casa no bairro Mondubim onde os assaltantes enterraram parte do dinheiro roubado. Durante uma ligação interceptada, um dos criminosos pediu para sua namorada levar muitos elásticos para a casa, sugerindo que seriam usados para amarrar as notas. A polícia seguiu a mulher até a papelaria e, em seguida, até a casa, onde encontraram mais de 12 milhões de reais em 20 sacos. Essa des coberta e outras prisões permitiram à polícia obter mais informações sobre o assalto e seus autores.
A história do Roubo ao Banco Central envolveu investigações independentes da polícia, com sequestros e mortes. Foram re cuperados cerca de R$60 milhões, e 26 dos 36 envolvidos foram presos ou morreram.
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