Edição 02
Anne Frank, a garota que desafiava os nazistas

A triste história de Annelies Marie Frank (conhecida pelo seu apelido Anne Frank) e de sua família remonta ao período nazista e antissemita que a Alemanha viveu em 1940. A garota vivia normalmente com sua família em Amsterdam, mas em maio de 1940, sentindo-se oprimida por Hitler e seus seguidores por ser judia, ela e sua família foram obrigados a se mudar para um “anexo secreto” em uma empresa de propriedade de seu pai.
Anne ganhou um diário que se tornou seu melhor amigo em pouco tempo, principalmente devido à rotina rigorosa e à falta de passatempos no esconderijo da família, que logo recebeu outros membros da família. Com esses membros, veio o que seria o amor da vida de Anne: Peter van Pels, filho de Auguste van Pels e Hermann van Pels, o garoto nascido em 8 de novembro de 1926 se alojava no sótão do anexo secreto da família de Anne.
Os oito judeus que viviam escondidos passavam por dificuldades rigorosas: desde ter que ficar em silêncio absoluto por certas horas do dia ou ter desentendimentos com os outros até fome e situações precárias. Antes do poder de Adolf Hitler, a família de Anne vivia pacificamente, sendo constituída por Anne Frank, Margot Frank (irmã mais velha de Anne), Edith Frank (mãe de Anne e Edith), Otto Frank (pai de Anne e Edith e marido de Edith) e o gato Mouschi. Otto trabalhava em uma empresa de geleias de sua autoria, Edith era dona de casa e Margot estudava na escola Municipal Grammar School, enquanto Anne estudava na escola de 6th Montessori School Anne Frank (que mudou seu nome original justamente em homenagem à garota).
Voltando para o esconderijo, Anne, família e colegas viveram por cerca de 3 anos no local, onde se alimentavam por meio de amigos da família que se situavam secretamente no mundo exterior. Em 4 de agosto de 1944, os judeus que viveram escondidos no anexo foram capturados pela Schutzstaffel (abreviada como SS, a Schutzstaffel funcionava como uma organização paramilitar ligada ao comando nazista e ao ditador Adolf Hitler).
Após o ocorrido, a família foi levada para diferentes campos de concentração; Anne, Margot e Edith ficaram juntas no campo de Auschwitz, onde Edith morreu um ano depois, e Anne e Margot sobreviveram por mais algum tempo, mas Margot morreu e alguns dias depois Anne também faleceu. Infelizmente, a data do falecimento das duas é incerta. Dois anos depois, em 1947, o pai de Anne Frank, que sobreviveu ao Holocausto, publicou o diário de sua filha, que se transformou em um sucesso mundial, sendo traduzido para mais de 100 línguas e influenciando diversas pessoas ao redor do mundo.
“Nós não estamos autorizados a ter opinião. As pessoas podem dizer-lhe para manter a boca fechada, mas não podem impedi-lo de ter a sua própria opinião. Mesmo que as pessoas ainda sejam muito jovens, elas não devem ser impedidas de dizer o que pensam”.
Anne Frank.
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Edição 02 · Março de 2023
