Edição 03
Glórias do futebol brasileiro: as conquistas épicas do Brasil nas Copas do Mundo

A Copa do Mundo já terminou há meses, com nossa seleção sendo eliminada nos pênaltis pela Croácia e a Argentina se tornando campeã. No entanto, teremos a Copa do Mundo Feminina este ano, com a participação da nossa seleção. Vamos relembrar os cinco títulos conquistados pela seleção principal do Brasil. Além disso, homenagearemos Pelé, o Rei do Futebol, que faleceu recentemente. O artigo também incluirá curiosidades e acontecimentos das Copas do Mundo de várias seleções.
Em 1958, no cenário da seleção, o Brasil avançou para o quadrangular final da Copa do Mundo na Suécia, após perder o título em 1950. O Brasil venceu a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1, enquanto o Uruguai empatou com a Espanha em 2 a 2 e venceu a Suécia por 3 a 2. No último jogo, no Maracanã lotado com quase 200 mil pessoas, o Brasil perdeu por 2 a 1 para o Uruguai, ficando com o vice-campeonato. Esse evento ficou conhecido como Maracanaço e levou o Brasil a abandonar o uniforme branco e adotar o verde e amarelo.
Em 1958, a seleção brasileira foi à Suécia com o objetivo de superar o trauma de 1950. Comandados pelo técnico Vicente Feola e contando com jogadores como Vavá, Didi, Zagallo, Nilton Santos, Garrincha e o jovem Pelé, o Brasil conquistou o título. Na fase de grupos, vencemos a Áustria por 3 a 0, empatamos com a Inglaterra em 0 a 0 e ganhamos da União Soviética por 2 a 0. Nas quartas de final, vencemos o País de Gales por 1 a 0, com um gol icônico de Pelé. Nas semifinais, goleamos a França por 5 a 2, com um hat-trick de Pelé. Na final, enfrentamos a Suécia, que abriu o placar, mas o Brasil virou e venceu por 5 a 2, tornando-se campeão mundial pela primeira vez.
Em 1962, no Chile, a seleção brasileira chegou à Copa do Mundo em uma situação totalmente diferente de 1958. Com Pelé e Garrincha como os melhores jogadores do mundo e um elenco repleto de craques, o Brasil tinha confiança. Sob o comando de Aymoré Moreira, fomos sorteados em um grupo com Tchecoslováquia, México e Espanha.
No primeiro jogo contra o México, vencemos por 2 a 0, com gols de Pelé e Zagallo. Contra a Tchecoslováquia, tivemos um desfalque importante, pois Pelé se lesionou e ficou de fora do restante da competição. Em um empate em zero a zero, a insegurança cresceu, temendo a eliminação sem Pelé. Amarildo, companheiro de Garrincha no Botafogo, substituiu Pelé. No terceiro jogo, vencemos a Espanha por 2 a 1, com dois gols de Amarildo, garantindo a classificação.
Nas quartas de final, vencemos a Inglaterra por 3 a 1, com dois gols de Garrincha e um de Vavá. Nas semifinais, enfrentamos o Chile, país anfitrião, e goleamos por 4 a 2, com dois gols de Vavá e Garrincha.
A final foi disputada no Estádio Nacional de Santiago contra a Tchecoslováquia, mesma seleção do grupo. O jogo começou disputado, com gol de Masopust para a Tchecoslováquia aos 15 minutos. Dois minutos depois, Amarildo marcou para o Brasil. O primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1. No segundo tempo, Zito marcou aos 24 minutos e Vavá ampliou o placar aos 33 minutos. A Tchecoslováquia tentou marcar gols, mas não teve sucesso. Brasil 3x1 Tchecoslováquia. O Brasil conquistou o bicampeonato mundial consecutivo, um feito impressionante, até então alcançado apenas pela Itália. O defensor Mauro Ramos de Oliveira teve papel importante nessa conquista.
Em 1970, no México, o Esquadrão de 70, considerado a melhor seleção de todos os tempos, chegou como favorita. Com jogadores como Pelé, Jairzinho, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres em seu auge, o Brasil dominou a competição.
No Grupo 3, vencemos a Tchecoslováquia por 4 a 1, a Inglaterra por 1 a 0 (com a famosa “Defesa do Século”) e a Romênia por 3 a 2. Nas quartas de final, derrotamos o Peru por 4 a 2. Na semifinal, tivemos a oportunidade de vingar 1950 e vencemos o Uruguai por 3 a 1.
Na final contra a Itália, Pelé marcou no primeiro tempo, mas a Itália empatou. No segundo tempo, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres marcaram, garantindo a vitória por 4 a 1 e o tricampeonato. Zagallo se tornou o primeiro a vencer como jogador e técnico. O Brasil encerrou a Copa com 100% de aproveitamento.
Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil quebrava um longo jejum de 24 anos sem chegar à final da Copa. Apesar das dúvidas, a seleção comandada por Parreira contava com nomes como Romário, Bebeto e Taffarel.
No grupo, vencemos a Rússia por 2 a 0, Camarões por 3 a 0 e empatamos com a Suécia. Nas oitavas, vencemos os EUA com um gol de Bebeto. Contra a Holanda, Romário e Branco garantiram a vitória. Na semifinal, Romário marcou o gol da vitória contra a Suécia.
Na final, enfrentamos a Itália e o jogo terminou em 0 a 0. Nos pênaltis, Baresi errou para a Itália e Márcio Santos para o Brasil. Todos os outros converteram até Roberto Baggio isolar sua cobrança. Dunga ergueu a taça e o Brasil se tornou tetracampeão após duas décadas de espera.
Em 2002, na Coreia e no Japão, o Brasil superou as dúvidas e se tornou pentacampeão mundial. Sob o comando de Felipão, a seleção foi desacreditada devido à derrota na Copa América e à lesão grave de Ronaldo. No grupo, vencemos Turquia, China e Costa Rica. Nas oitavas, superamos a Bélgica por 2x0, e nas quartas, viramos o jogo contra a Inglaterra por 2x1. Na semifinal, vencemos a Turquia por 1x0. Na final contra a Alemanha, Ronaldo marcou dois gols e garantimos a vitória por 2x0. Fomos campeões invictos, com artilharia da competição e 100% de aproveitamento, assim como em 1970.
Foto da Seleção Brasileira, campeã da Copa de Mundo de 1970, no México.
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