Edição 03
Racismo no futebol: uma realidade a ser enfrentada
O racismo no futebol é um problema sério que precisa ser enfrentado. Recentemente, tivemos o caso do jogador brasileiro Vinicius Junior, que joga pelo Real Madrid e pela Seleção Brasileira, sendo insultado por torcedores do Valência, que o chamaram de “macaco”. Em resposta, Vinicius acabou empurrando um jogador adversário. Os árbitros de vídeo analisaram o lance e o expulsaram por uma possível agressão, mas após uma análise mais detalhada da confederação espanhola de futebol, não foi constatada a agressão. O cartão vermelho foi retirado e também foi observado que o jogador adversário aplicou um mata-leão em Vinicius. A expulsão apenas do jogador do Real Madrid resultou na exclusão dos árbitros de vídeo do futebol, impedindo-os de voltarem a atuar nessa função.
Em outro caso, no dia 05/01/2020, o jogador italiano Mario Balotelli, do Brescia, ouviu gritos discriminatórios e ofensivos vindos dos torcedores da Lazio após marcar um gol. Ele informou ao árbitro que essa foi a segunda vez que sofreu ofensas racistas da torcida. O juiz paralisou o jogo por volta dos 30 minutos do primeiro tempo para tomar providências.
No estádio Rigamonti, foi feito um anúncio no sistema de som contra as falas racistas dos torcedores do time adversário, enquanto os torcedores do Brescia aplaudiam a atitude tomada em relação a esses atos da torcida rival. No final, o time adversário, a Lazio, fez dois gols, pois o time do Brescia se desanimou nos últimos minutos da partida, resultando em uma vitória de 2 a 1 para a Lazio devido às falas racistas.
Em 31/07/2020, o jogador Marinho, do Santos Futebol Clube, desabafou nas redes sociais após ser alvo de racismo pelo comentarista Fabio Benedetti, da rádio Energia 97 FM. Durante a transmissão da derrota do Santos por 3 a 1 para a Ponte Preta, com a expulsão do jogador número 11 no primeiro tempo, Benedetti disse que falaria “você está na senzala” como castigo pelo cartão vermelho. Benedetti foi questionado sobre o que disse durante o jogo em um grupo do WhatsApp com os jogadores do Santos. Em uma sexta-feira, Marinho se pronunciou no Instagram, chorando ao assistir aos vídeos que mostravam Fabio Benedetti sendo racista.
Após o jogador fazer a denúncia, a rádio FM foi condenada pela justiça do Amazonas a pagar 5 cestas básicas no valor de R$595,00, o que, para um caso de racismo, foi uma punição muito branda. Uma pessoa que sofreu racismo deveria ter recebido uma pena mais severa.
O que os clubes/federações do futebol poderiam fazer para diminuir o racismo? Na minha opinião, eles poderiam adotar medidas para tentar combater o racismo. Por exemplo, poderiam fornecer mini-capacetes com microfones individuais para cada pessoa, identificados com um número. Assim, quando um torcedor saísse do campo, ele seria reconhecido pelos seguranças do estádio, encaminhado para a polícia federal e as devidas medidas seriam tomadas.
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Edição 03 · Junho de 2023
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