Edição 04
Estilos que desafiam normas: uma jornada pelos estilos alternativos na moda

Como vocês já sabem, os estilos mudam muito ao longo dos anos, como em 2018, quando surgiu o estilo “Tumbler”, ou em 2020, com o estilo “indie-kid”, caracterizado por calças wide-legs e acessórios de missangas bem coloridas, e o estilo “e-girl”, marcado por roupas pretas, saias rodadas e, geralmente, All Star. Após a pandemia, uma nova onda de es tilos e roupas marcantes rapidamente chegou ao Brasil, impulsionada pelas redes sociais e por eventos culturais de várias origens. Esses estilos, considerados alternativos, incluem exemplos como:
O estilo “Gyaru” ou “Gal”, uma moda que se originou no Japão, popularizou-se por volta de 1990. Seu objetivo era protestar contra os padrões de beleza do país, que valorizavam pele clara, cabelos lisos e escuros, e roupas mais simples e discretas. Para isso, adeptas desse estilo buscavam bronzeamento artificial ou utilizavam bronzeador na maquiagem. Vestiam mini saias, descoloriam os cabelos e optavam por estampas extravagantes. Sua maquiagem, extremamente chamativa com cílios postiços, lentes de contato e glitter, fazia parte da expressão desse estilo. A influência do “Gyaru” chegou ao Brasil através da internet, tornando-se marcante, embora não seja amplamente conhecido aqui, tal como no Japão, onde ele era uma forma de protesto contra os padrões convencionais de beleza.
Outro estilo japonês notável é o “Lolita”, muito popular no país durante a década de 70. Este estilo se inspira em personagens literárias, como Alice no País das Maravilhas. A estética do “Lolita” envolve maquiagem simples e delicada, roupas em tons pastéis com bordados e rendas nas mangas de vestidos e saias até o joelho, frequentemente com armações para dar mais volume às saias. Dentro desse estilo, há variações como as “Gothic Lolitas”, que adotam tons mais escuros, como vermelho vinho e preto.
O estilo “Emo” (abreviação de emotional hardcore) não surgiu em 2000, como muitos pensam, mas sim na década de 80. Na verdade, o “emo” é uma subcultura, distinta da cultura mainstream. Enquanto o hardcore tradicional era contracultural, o emocional hardcore, como o nome sugere, focava mais nas emoções, como tristeza e solidão. Pessoas que aderem a essa subcultura são frequentemente rotuladas como depressivas, e até mesmo insultadas e alvo de piadas. É interessante notar que o termo também foi associado a músicas com sonoridades mais calmas. Embora hoje em dia seja, infelizmente, objeto de piada, o estilo “emo” ainda é bastante presente.
A moda, sempre em evolução, reflete a sociedade e suas mudanças. Dos estilos influenciados pelas redes sociais a tendências globais, a moda é um veículo de expressão individual e cultural que continua a nos surpreender e marcar cada época.
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