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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 05

A infinitude da literatura fantástica e ficção científica

Imagem publicada com a matéria A infinitude da literatura fantástica e ficção científica
Imagem: o autor Neil Gaiman - Divulgação

Primeiramente, antes de falarmos sobre obras e autores, deveríamos falar sobre o que é a literatura fantástica e ficção científica. A literatura fantástica, nada mais é do que um estilo de literatura que introduz um mundo surreal, sobrenatural ou com coisas distintas a nossa realidade, já a ficção científica é um gênero que se baseia em supostos feitos científicos que poderiam acontecer em algum momento do futuro.

Um exemplo de autores que exploram essa literatura são J.K. Rowling, com suas obras de Harry Potter, Neil Gaiman, com “Lugar Nenhum” e J.R.R. Tolkien com “Senhor dos Anéis”. Todos eles exploram esse gênero de formas diferentes.

Em “Lugar Nenhum”, Neil Gaiman explora isso ligando o sobrenatural com a nossa realidade, criando a Londres de cima e a Londres de baixo. A Londres de cima seria o mundo que conhecemos e vivemos, já a Londres de baixo é exatamente como a que nós conhecemos, porém a muitos metros abaixo da original, com coisas surreais, como anjos, andar sobre paredes, véus assassinos sobre o vão entre os trens e muitas outras coisas.

Já J.K. Rowling usa essa literatura de forma diferente. Provavelmente todos já devem ter ouvido alguém falar, lido ou assistido Harry Potter, uma coisa que ela faz em comum com o Neil é ligar esses dois mundos, tendo o mundo dos bruxos e o mundo dos trouxas, que são as pessoas não bruxas. Durante toda a trajetória, ela nos traz “objetos infinitos” ou “situações infinitas”, como os objetos da relíquia da morte, a varinha das varinhas, pedra da ressurreição e a capa da invisibilidade, e o legado de Voldemort, que juntou um grupo de pessoas para serem seus comensais da morte e fiéis seguidores. O grupo trazia bruxas e bruxos supremacistas puro-sangue, que praticavam as Artes das Trevas.

Após a primeira “morte” de Voldemort, sendo ainda Tom Riddle, ele ainda trazia seguidores dos seus princípios, que o ajudaram a virar oficialmente o Voldemort no quarto filme da série, o cálice de fogo, e é isso que a ideia do infinito traz, a ideia de que não tem um fim ou um limite, como o legado de Voldemort, que por mais de não ser falado no último filme, há uma grande chance de que mesmo todos sabendo tudo que ele tenha feito, ainda vai existir seguidores dele, independente do que ele fez ou acreditava, e é isso que é representado em literaturas, como na obra brasileira de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, que acaba sem sabermos se ela traiu ou não traiu, dividindo até hoje opiniões do que realmente aconteceu. Muitos autores fazem isso para sua obra ter mais repercussão e ser comentada mesmo depois de anos.

Agora vem a grande pergunta, ela traiu ou não traiu?

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