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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 05

Yayoi Kusama e Michelangelo: explorando o infinito nas artes

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Imagem: A Arte “Infinity Mirror Room” de Yayoi Kusama. Divulgação

O infinito na arte faz com que os artistas se inspirem e criem artes que o público veja e imagine que não tenha fim. Também é uma forma de ilusão, que faz com que o espectador imagine onde a obra vai terminar e mostrar para os espectadores que não existe limite para sonhar, expressar o que sente e o importante é ter criatividade.

Considerada uma das mais famosas artistas que retrata o infinito e considerada uma das mais importantes artistas plásticas de seu país, Yayoi Kusama é uma artista plástica e escritora japonesa, seu trabalho é principalmente composto por diversas artes como colagens, pinturas, esculturas, arte performática e instalações ambientais, uma de suas principais características é que ela tem um grande fascínio por pontos e bolas. Em todas as suas artes que contêm o surrealismo, modernismo e minimalismo podemos notar um padrão de repetições e acumulações. Além disso, uma pergunta muito feita sobre ela é sua criatividade, que muitos falam que é por conta de sua esquizofrenia. Mas, segundo ela, ela sempre foi atormentada por visões distorcidas, que a fazem enxergar bolas e pontos. Sobre o infinito na arte.

Outro exemplo de um artista que representa o infinito em suas artes é o Michelangelo, onde em diversas de suas obras representa a infinidade divina perante o homem, como por exemplo na obra “Criação de Adão”, onde pode ser interpretado como um toque do homem para o conhecimento e ligamento com Deus, outra obra que representa o infinito é o “Juízo Final” onde o homem sente-se ameaçado com as divindades de infinito poder e conhecimento que o circulam. Sobre o infinito na arte, muitos estudos e análises no que chega à relação entre a arte e diversas mídias, foi apresentada uma infinidade de possibilidades de definição da arte. Aos longos dos séculos, as artes visuais foram classificadas de variadas formas, completamente impecáveis. Desde a pré-história, e apesar das suas características semelhantes, a arte sempre foi um objeto fixo e finito.

Porém com o surgimento da arte digital essa interpretação foi destruída, pois esse tipo de arte atravessava as fronteiras do que era arte, assim expandindo os conceitos e estudos sobre ela. Com isso, conseguimos perceber que a tecnologia não veio apenas para mudar o nosso estilo de vida, mas também veio para mudar a forma de como nos expressamos, já que, as novas formas arte como a arte digital apresentam-se como desempenho de movimentos e seguimento.

Muitas das vezes, as obras de arte digitais se organizam de uma forma semelhante à de uma base de dados. Este processo permite retirar suas ilusões. Contudo, o artista nesta vertente associada ao multimídia, também tem um maior poder de interação. Através da utilização do digital, é possível desenvolver uma peça de arte “infinita”, isto é que nunca está concluída, podendo ser alterada por diversas pessoas e sempre que se desejar, sem o uso de material ou temporal.

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