Edição 06
Conquistas e desafios: A história do trabalho feminino ao longo dos séculos

Os primeiros trabalhos de uma mulher começaram em casa, trabalhar para ela significava varrer o chão, preparar comida e cuidar dos seus filhos. Seu primeiro trabalho na sociedade foi o de cuidado, mas também podemos falar sobre a Era Medieval, onde as figuras femininas eram perseguidas e consideradas bruxas e feiticeiras por não se renderem às tradições feitas pelos homens.
O trabalho feminino no Brasil envolvia costurar, passar roupa, lavar e cozinhar, porém esses afazeres eram realizados por escravas domésticas. No mercado de trabalho, não havia respeito algum para as mulheres, que eram discriminadas, exploradas e trabalhavam horas além do seu limite, chegando a até 16 horas diárias com apenas 30 minutos de descanso, tudo isso recebendo salários sempre menores do que os homens.
Sua evolução passou por altos e baixos desde o início da revolução industrial até o século XXI. Durante a revolução agrícola, as mulheres realizavam tarefas essenciais como moer grãos manualmente com pedras, carregar água e recolher madeira. No final do século XVII, elas começaram a fazer parte do mercado de trabalho para sustentar suas famílias enquanto os homens estavam na guerra e as fábricas precisavam de mão de obra.
O trabalho infantil e feminino na revolução industrial começou cedo, com meninas trabalhando a partir dos seis anos de idade, com uma carga horária equivalente a 14 horas por dia. A terceira Revolução Industrial, na década de 70, foi o início do desenvolvimento das tecnologias digitais, proporcionando mais oportunidades para as mulheres trabalharem e acessarem a educação em profissões que anteriormente lhes eram negadas.
Em 8 de março de 1917, cerca de 90 mil mulheres russas, trabalhadoras de uma fábrica, marcharam pelas ruas exigindo melhores condições de trabalho e manifestando-se contra as ações de Czar Nicolau II, dando origem ao Dia Internacional da Mulher.
A primeira médica, Elizabeth Blackwell, nascida em 1821, foi a primeira mulher a conseguir um diploma de medicina nos Estados Unidos e a exercer a profissão no Reino Unido. No Brasil, desde 2009, o número de mulheres médicas é maior que o de homens.
Elinor Ostrom, vencedora do Nobel de Economia, foi premiada por mostrar como propriedades podem ser utilizadas por associações de usuários. Marie Curie, mãe da física, foi a primeira mulher a receber um prêmio Nobel duas vezes, por suas contribuições na descoberta da radioatividade natural e de dois elementos químicos.
Em filmes como “As Sufragistas”, “A Mulher Rei” e “Eternamente Pagu”, são retratadas histórias de mulheres que lutaram por seus direitos e se destacaram em diversas áreas. Em 1932, Maria José Pereira Barbosa Lima e Rosa Helena Schorling tornaram-se as primeiras mulheres a conseguir habilitação para dirigir no país.
“Um lado defendia o Socialismo, enquanto o outro o Capitalismo.
Continue nesta edição
Edição 06 · Março de 2024
A Guerra Fria: o Socialismo versus o Capitalismo
Edição 06 · Março de 2024
