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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 07

Desafios éticos enfrentados na arte quando se trata sobre a tecnologia

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Imagem: Foto de Headway na Unsplash

A tecnologia e a arte vêm andando de mãos dadas recentemente com o surgimento da inteligência artificial, mas isso também vem trazendo alguns dilemas éticos nesse meio, como o aparecimento do desemprego, roubo das obras de artistas e algumas questões raciais aplicadas ao uso da IA.

O uso das tecnologias não é recente nas artes, robôs são usados em filmes já há algum tempo, projeções são usadas em exposições artísticas e o cinema vem usando a tecnologia desde sempre. Mas recentemente um novo no meio da tecnologia surgiu e veio causando certas polêmicas: a Inteligência Artificial. A inteligência Artificial, ou IA, recentemente se filiou ao mundo artístico com a criação de programas de geração de imagens, programas que reproduzem a voz de celebridades, e os chamados “deepfakes”.

Segundo o site TecnoBlog, “Deepfake usa Inteligência Artificial para trocar o rosto de pessoas em vídeos, sincronizar movimentos labiais, expressões e demais detalhes, em alguns casos com resultados impressionantes e bem convincentes”. O uso do deepfake em produções cinematográficas preocupa os atores e atrizes que temem um possível desemprego com o surgimento dessa tecnologia, onde esses teriam seus rostos usados em outros atores com o uso do deepfake.

Podemos também citar os roteiristas que têm também sofrido nas mãos da inteligência artificial, onde os geradores de texto podem facilmente substituí-los em seus serviços. Dessa forma, os diversos artistas que estão sendo afetados por essa tecnologia, sendo principalmente substituídos pelos robôs, estão fazendo protestos tanto virtuais como presenciais em busca de normas a serem aplicadas. Assim, podemos compreender que é necessária uma regulamentação nas IAs, que argumente até que ponto uma IA pode ou não ser usada, se é ético ou não o uso da IA em certos casos.

O uso das inteligências artificiais também é feito com a criação de áudios que manipulam as vozes de grandes artistas, ou mesmo um parente próximo, para lerem textos que o usuário pode facilmente escrever.

Na rede social TikTok, por exemplo, o usuário pode usar uma inteligência artificial que replica a voz da cantora Ludmilla para ler algum texto apresentado no vídeo, mas a criação desses áudios pode também ser facilmente criada por sites distribuídos pela web e é o mau uso dessa “IA de voz” que preocupa as autoridades; estamos presenciando um momento em que golpistas da web vêm usando essas inteligências artificiais (tanto o deepfake como a inteligência artificial de voz) para criar vídeos onde geralmente pessoas famosas fazem propagandas enganosas sobre jogos de apostas, mas, na verdade, a celebridade sequer sabe que sua imagem está sendo utilizada para aplicar os golpes.

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