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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 08

O Cinema: história, gêneros e seus filmes mais aclamados – Parte 1

Imagem publicada com a matéria O Cinema: história, gêneros e seus filmes mais aclamados – Parte 1
Imagem: A cena do pouso no olho da Lua do filme “A Viagem à Lua” de 1902

Também conhecido como a Sétima Arte, o cinema é uma das formas mais aclamadas e famosas de expressão do mundo. Desde os dramas ao terror, o cinema nos impressiona com seus filmes extraordinários e surreais, superando as realidades com seus efeitos especiais e suas atuações surpreendentes. O cinema vem mudando e se aprimorando a cada ano que passa, surgindo novas técnicas e aprimoramentos dos efeitos especiais, da computação gráfica e da fotografia.

A história do cinema remonta ao ano de 1890, quando Thomas Edison criou uma película de celuloide capaz de firmar imagens e projetá-las através de lentes especializadas, produzindo uma série de imagens que formavam um filme curto. Essa invenção fez com que criassem o primeiro cinema no mundo. No entanto, os filmes não eram projetados em uma grande tela; eles eram projetados no interior de um Cinetoscópio, uma máquina cujo interior permitia a visualização de filmes de até, no máximo, 15 minutos. O Cinetoscópio se popularizou e a companhia de Thomas Edison, chamada

Edison Company, começou a espalhá-las nos saguões de hotéis, fliperamas e parques de diversão, e logo os chamados “Salões de Cinetoscópio” tinham se espalhado por todos os Estados Unidos.

No continente europeu, diversas variações do Cinetoscópio foram criadas, obtendo sucesso imediato em toda a Europa. Assim, vendo a oportunidade, diversos inventores começaram a projetar aparelhos que pudessem projetar as imagens em uma tela maior. Porém, apenas um desses aparelhos surgiu com sucesso: o Cinematógrafo, criado pelos irmãos Auguste e Louis Lumière, que já eram reconhecidos pelo seu comércio de filmes e papéis fotográficos na França.

O Cinematógrafo foi criado em 1885 com o aperfeiçoamento do Cinetoscópio. Esse aparelho foi o ancestral da filmadora e foi onde o termo “cinema” foi originado. Ele era movido a manivela e era leve, permitindo que os irmãos gravassem, no total, mil curtametragens, sendo a maioria feita para retratar o cotidiano das pessoas. A primeira exibição do Cinematógrafo ocorreu no dia 22 de março de 1885, no Grand Café de Paris, e foi intitulada “A saída de Lumière em Lyon”.

A exibição foi para uma pequena plateia, mas foi o bastante para que o público se fascinasse, mesmo sendo apresentados apenas 10 pequenos curtas-metragens sobre o cotidiano, comédia e bebês.

No início, os filmes eram mudos. Porém, muitas vezes, bandas e músicos ficavam dentro da sala do cinema tocando a trilha sonora do filme e o narravam, e até mesmo usavam dispositivos para sincronizar o áudio das bandas com o filme. Também, o uso de textos entre as cenas era amplamente usado para dar um contexto maior à história do filme. Mesmo assim, isso não impediu que diversos artistas pudessem revolucionar o cinema, como Alice Guy Blaché e Georges Méliès. Alice Guy Blaché foi responsável pela criação dos primeiros efeitos especiais e da sincronização dos áudios gravados com as imagens dos filmes. Já Georges Méliès foi responsável pela criação da primeira obra de ficção científica, chamada “A Viagem à Lua”. Ele também foi responsável por utilizar técnicas inovadoras para fazer seus filmes, como o Stop Motion e a maquiagem.

Foi nessa época que Hollywood se destacou como o epicentro da indústria do cinema, com a Paramount, Walt Disney Pictures e Columbia sendo seus principais pilares, além das estrelas mais famosas estarem em Hollywood, como Charles Chaplin. Também foi nesse período que as mulheres exerceram cargos de poder no cinema, como diretoras, donas de estúdios, roteiristas, diretoras etc.

No final da década de 20, a popularidade dos filmes tinha decaído e o cinema precisava ser mudado para manter sua popularidade. Assim, diversos estúdios, com medo de falirem, começaram a colocar em prática a ideia de filmes com áudio. Foi então que, em 1927, foi lançado “O Cantor de Jazz” e foi considerado a virada de chave do cinema mudo para o cinema com áudio. No início, os críticos haviam considerado esse filme como um fracasso, já que o público estaria mais acostumado com o cinema mudo, e que essa ideia seria um fracasso. No entanto, o filme se tornou um sucesso absoluto, ganhando um Oscar por revolucionar o cinema. Após o lançamento do filme, vários estúdios e atores tiveram que se adaptar rapidamente à nova inovação. Porém, alguns atores não conseguiram se adaptar por diversos motivos, como seu forte sotaque e até mesmo por não conseguirem se adaptar ao cinema falado. Alguns atores e diretores famosos, como Charlie Chaplin e Alfred Hitchcock, tiveram certa resistência ao cinema sonoro. E com a chegada do cinema falado, diversas empresas começaram a se desfazer de seus filmes mudos, fazendo com que vários filmes fossem perdidos para sempre ou que apenas algumas partes dos filmes sobrassem. “O Beijo” (1929) foi o último filme mudo de Hollywood, com exceção dos filmes “Luzes da Cidade” e “Tempos Modernos”.

Na década de 30, no início do cinema sonoro, o cinema atingiu seu auge e consequentemente a vida dos atores também, se tornando mais distantes das pessoas normais e se tornando cada vez mais excêntricos. Assim, os filmes começaram a ficar mais complexos, mais realistas, mais sentimentais, se tornando cada vez mais amplos para que as exigências do público fossem atendidas. Com isso, os filmes se diversificaram mais, com os filmes tendo cada vez mais temas, mas com a predominância de um principal. Assim, os gêneros como ficção científica, o romance, o horror, o drama, a aventura, o suspense, o musical e entre outros começaram a se enriquecer com cada vez mais temas sendo adicionados a eles.

Foi nessa época que os filmes de gangsters foram se popularizando, como “The Public Enemy” e “Little Ceasars”, ambos lançados em 1931. Nessa época, o primeiro grande estúdio do Brasil tinha sido criado: O Cinédia, que foi responsável por criar os filmes brasileiros mais relevantes da época, sendo eles: “Limite” (1931), “A Voz do Carnaval” (1933) e “Ganga Bruta” (1933).

Outro marco dessa época foi a criação de novos processos de colorização, como o Tecnicolor, que fizeram com que a paleta de cores do cinema se expandisse, trazendo ainda mais imersão aos filmes. Os filmes que popularizaram o uso de cores no cinema foram “O Mágico de Oz” (1939) e “E o Vento Levou” (1939), que conseguiram cativar o público com sua imersão e suas cores. A introdução das cores no cinema ocasionou o enriquecimento do cinema e de suas narrativas e a melhor expressão dos sentimentos.

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