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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 09

Unidades de conservação: a preservação dos recursos naturais

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O meio ambiente é de extrema importância para a nossa existência no planeta Terra, é dele que retiramos os recursos necessários para nossa sobrevivência. Por mais que garanta a qualidade de vida da população e preserve os recursos necessários para gerações futuras, a sociedade desde a época da Revolução Industrial, vem desmatando as áreas do ecossistema. A Preservação ambiental visa a manutenção, utilização sustentável, restauração e a recuperação dos recursos naturais. A importância dessa conservação está em garantir a preservação dos ecossistemas e evitar consequências fatais para o planeta Terra como: a extinção de espécies da flora e da fauna, mudanças climáticas e o esgotamento de recursos essenciais do planeta.

Em função de proteger esses espaços, foi criado aqui no Brasil o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) por meio da Lei 9.985 de 2000. Essa legislação reúne algumas regulamentações que permitem às esferas (federal, estadual e etc), criar, implementar e gerir unidades de conservação no País. Atualmente há cerca de 2 mil unidades de conservação em nossa nação.

Os principais objetivos desses locais são de proteger e conservar espécies em risco de extinção, preservar e restaurar recursos naturais e ecossistemas, valorizar a diversidade biológica e promover o desenvolvimento sustentável. O SNUC há doze categorias dessas unidades de conservação, porém, dividida em dois grandes grupos: unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável.

As unidades de proteção integral têm o objetivo de preservar a natureza admitindo o uso indireto dos recursos naturais. Lugares que fazem parte desse grupo: estações ecológicas, reservas biológicas, parques nacionais, monumentos naturais e refúgios de vida silvestre.

Já as unidades de uso sustentável são áreas que permitem a exploração do ambiente desde que garantam a manutenção da biodiversidade e recursos naturais. Locais que fazem parte desse grupo: áreas de relevante interesse ecológico, reservas particulares de patrimônio natural, áreas de proteção ambiental, florestas nacionais, reservas de desenvolvimento sustentável, reservas de fauna e reservas extrativistas.

Boa parte dos impactos humanos à natureza origina de atividades econômicas como a mineração, agricultura, pecuária, transporte e indústria, sendo responsabilidade deles de procurarem meios mais sustentáveis de produção. O exemplo mais urgente são as mudanças climáticas devido ao excesso de gases do efeito estufa na atmosfera, ocasionado pela queima de combustíveis como o carvão e o petróleo. Esse fenômeno é uma das maiores ameaças à nossa população com o aumento das ondas de calor, secas e enchentes.

Para combater tais problemas, os governos mundialmente têm estabelecido metas de descarbonização, reduzindo e neutralizando emissões de gás carbônico, o principal gás do efeito estufa. Essas metas disciplinam a atividade de companhias privadas, que, caso não forem cumpridas, serão penalizadas conforme a legislação de cada país.

Esse movimento é chamado de Environmental, Social e Governance (ESG), em português, Ambiental, Social e Governança (ASG). Conceito ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Após o início da pandemia de Covid-19, o ESG ganhou espaço no mundo corporativo, sendo um sinônimo de credibilidade e critério de avaliação para investimentos no âmbito trabalhista. Alguns desses negócios já criaram formas distintas para contribuir com a preservação ambiental como o reaproveitamento da água, redução do uso de papel, descarte de resíduos de forma adequada, separação do lixo corretamente.

Entretanto, essas mudanças podem partir de nossas casas também, o consumo consciente é um bom exemplo de como podemos contribuir. Primeiramente, para entendermos bem o que é esse tipo de consumo devemos lembrar que o consumo de qualquer coisa, seja produto ou serviço, tem suas consequências positivas e negativas. Por isso é necessário que as pessoas evitem o desperdício cada vez que comprarem algo. O ato de consumir afeta o meio ambiente, a economia e a sociedade como um todo.

Algumas formas de ser um consumidor consciente são: produzir menos lixo, planejar suas compras no dia a dia, saber os produtos piratas ou contrabandeados, se conscientizar sobre processos de fabricação dos produtos que compramos e os impactos que as embalagens causam ao longo de sua vida útil. Essas são algumas dicas que fazem parte do consumo consciente. Esse olhar mais atento para as externalidades do consumo é também o que permite ao consumidor cobrar mudanças das empresas que continuam persistindo em um modo de produção não sustentável.

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