Edição 09
O Cinema: história, gêneros e seus filmes mais aclamados – Parte 2

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, tanto o Reino Unido quanto os Estados Unidos produziram diversos filmes de propaganda antinazista.
Foi nessa época que o filme “Cidadão Kane” foi lançado, inovando com seus ângulos de filmagem e narrativa não linear. Na Itália, surgiu o Neorrealismo como contraparte do cinema fascista italiano, apresentando atores amadores e críticas contundentes. Em 1947, os Estados Unidos criaram sua primeira lista negra, relacionando atores e filmes considerados pró-comunistas, lista que aumentou ao longo dos anos 50.
No Brasil, foi um período próspero para o cinema nacional, com o sucesso da Atlântida Cinematográfica e suas chanchadas (comédias musicais com humor popular e ingênuo), atraindo diversos investidores para a empresa. O investidor principal, Luiz Severino Ribeiro Júnior, acabou por adquirir boa parte das ações da empresa, tornando-se seu proprietário e superando os irmãos José Carlos e Paulo Burle.
Na década de 60, Hollywood enfrentava um declínio, principalmente devido à saída de figuras-chave que revolucionaram o cinema, como os Irmãos Warner, Carl Laemmle da Universal Pictures e Louis Mayer. Isso deixou o legado deles nas mãos das grandes empresas, que muitas vezes tomaram decisões duvidosas e não deram a devida atenção aos filmes, resultando em grandes fracassos, como “Cleópatra”, que quase levou à falência da Fox. Além disso, os filmes começaram a ser produzidos em locais fora de Hollywood, como na Itália (Cinecittà) e na Inglaterra (Pinewood Studios). No entanto, os filmes mais relevantes ainda eram dominados por Hollywood, como “My Fair Lady” (1964), “Mary Poppins” (1964) e “The Sound of Music” (1965).
Na década de 70, Hollywood conseguiu se reerguer com uma nova geração de diretores e atores que priorizavam o aspecto artístico e produziam grandes sucessos de bilheteria, os chamados Blockbusters. Diretores como Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg surgiram e estabeleceram-se, criando filmes aclamados como “O Poderoso Chefão” (1972), “O Exorcista” (1973) e “Tubarão” (1975).
A década de 80 foi marcada pela expansão dos Blockbusters e pelo avanço tecnológico, que deu origem ao mercado de home vídeo. Isso levou à queda na compra de ingressos e à preparação dos estúdios para entrar nesse novo mercado. Surgiu uma nova geração de cineastas influenciada pelo home vídeo, produzindo filmes independentes de baixo custo, o que permitiu que diversos cineastas se destacassem, como Quentin Tarantino e Francis Ford Coppola. Além disso, a década foi caracterizada pela violência nos filmes e pela influência dos videoclipes na montagem.
Na década de 90, os cineastas dos anos 80 reinventaram temas já explorados, os Blockbusters continuaram sendo populares, e os filmes com abordagens não convencionais atraíram um público diversificado para o cinema. Hollywood apostou em heróis nos filmes de ação, reinventando alguns temas e introduzindo o CGI. Surgiram franquias de sucesso como “O Senhor dos Anéis”, “Harry Potter” e “X-Men”. Além disso, o CGI começou a ser amplamente utilizado nos filmes, com “Toy Story” (1995) revolucionando a animação. Os DVDs também revolucionaram o mercado de home vídeo, permitindo incluir material extra e comentários da equipe nos filmes.
Nos anos 2000, os temas pesados, como extremismo e terrorismo, continuaram presentes nos filmes, refletindo os eventos globais, especialmente os ataques terroristas. Surgiram plataformas de streaming, como a Netflix, que mudaram a forma como as pessoas assistiam filmes e séries, impactando negativamente o mercado de home vídeo. No entanto, permitiram que filmes de baixo orçamento com foco em roteiro fossem lançados, apresentando temas criativos e ganhando reconhecimento público e crítica.
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