Logo oficial CEMEL NEWSCEMEL NEWSO JORNAL DOS NOSSOS ALUNOS
EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 01

Dei remédio e a criança vomitou. E agora?

Imagem publicada com a matéria Dei remédio e a criança vomitou. E agora?

Todo pai ou mãe já se perguntou sobre o que fazer quando a criança vomita o remédio. Pois é, pouco foi estudado sobre algo tão importante. As questões que surgem nessa questão, tão comum, são relacionados ao benefício da insistência de um medicamento necessário, como em uma febre alta, versus o risco de uma eventual absorção dupla e/ou superdosagem. O único estudo que encontramos, nas suas poucas referências, publicado em 2012 no Canadian Journal of Hospital Pharmacy, mantém a recomendação tradicional, trazendo alguns detalhes que podem fazer a diferença na hora da decisão. Nesse estudo, são apontadas orientações importantes: Foi um episódio isolado de vômito ou está vomitando repetidamente? Se a criança estiver vomitando repetidamente, não insista com medicações por via oral, até o vômito repetido ceder. O vômito ocorreu até 15 minutos após a administração do medicamento ou o medicamento está visível no vômito? Repetir a dose administrada. A criança está com uma infecção aguda e o medicamento é um antibiótico? Tentar administrar uma nova dose do remédio, se o vômito ocorrer até em 1 hora após a ingestão. Verificar na bula se é possível dissolver em algum líquido ou alimento para facilitar a aceitação. Atenção: medicamentos de ação rápida (hipoglicemiantes, anticoagulantes, anti-hipertensivos, sedativos) podem ser perigosos se houver dose excessiva. Nesse caso, não administrar uma nova dose até que o médico da criança seja consultado. De qualquer forma, em medicamentos orais, a substância passa por um processo de absorção antes de chegar na corrente sanguínea e se distribuir até o local de ação. Como o relógio biológico humano também tem seus ciclos definidos, é preciso respeitar esses períodos para que os remédios façam o efeito esperado. É muito importante respeitar posologia e interva-los orientados pelo médico já que existe uma “janela” (interva-lo terapêutico), abaixo do qual o tratamento é ineficaz e, acima, é potencialmente tóxico. Se o tempo entre uma dose e outra for curto demais, por exemplo, é possível existir ainda na corrente sanguínea resíduos da dose anterior. Quanto a tomar o mesmo medicamento sempre no mesmo horário, isso varia de remédio para remédio. É sabido, por exemplo, que antibióticos precisam seguir essa regra, mas o médico será a melhor pessoa para indicar. Isso depende do caso clínico de cada paciente, da doença em questão e do medicamento envolvido. Alguns casos necessitam horários mais rígidos, mas em outros pode-se lidar sem problemas com alguma flexibilidade.

Continue nesta edição

Todas as 21 matérias ↗