Edição 10
Transformação: como a Revolução Industrial moldou o nosso mundo

A Revolução Industrial foi um dos marcos mais importantes para a humanidade, transformando nosso mundo em escalas globais e mudando o jeito de fabricação de nossos objetos.
Ela se dividiu em três fases, sendo que a primeira teve início na segunda metade do século XVIII. Na época, todos os objetos eram feitos sob total mão de obra humana, tornando o produto mais caro e menos acessível para a população. Isso tudo mudou quando a Inglaterra, que recentemente tinha a burguesia como classe social e guiava o país para o capitalismo, começou a se estabelecer pelo desenvolvimento tecnológico e industrial rápido, em parte devido à decretação dos Atos de Navegação de 1961, que determinava que quaisquer mercadorias vendidas ou compradas da Inglaterra poderiam ser somente embarcadas por navios ingleses. Isso protegeu o comércio, enfraqueceu a concorrência e estabeleceu a dominância inglesa nos mares.
Outro fator que contribuiu para o desenvolvimento tecnológico e industrial mais rápido da Inglaterra foram os Atos de Cercamento, que expulsavam os camponeses de suas terras, as quais eram transformadas em pasto para as ovelhas. A lã delas era usada para atender as necessidades do mercado têxtil, ocasionando dois eventos: os camponeses ficaram sem suas moradias e foram “forçados” a trabalhar por extensas horas mal remuneradas, o que proporcionou à Inglaterra uma mão de obra extensiva e barata, e a criação de máquinas destinadas ao mercado têxtil, que teciam fios em uma velocidade muito maior que o processo manual, como por exemplo a “Water Frame” e a “Spinning Frame”.
Com isso, outros setores começaram a aderir ao uso das máquinas, como o setor automobilístico, o pecuarista, o agrícola, o metalúrgico, o cultural etc. Isso fez com que o salário dos trabalhadores diminuísse ainda mais e que os donos começassem a investir o dinheiro que ganhavam em novas tecnologias, como por exemplo as estradas de ferro na década de 1830, que possibilitaram que as mercadorias pudessem ser transportadas de forma mais veloz e em larga quantidade.
A construção das locomotivas e das estradas de ferro foi impulsionada pelo lucro gigantesco da indústria inglesa, o que ocasionou a diversificação dos investimentos em outros segmentos.
A industrialização rápida da Inglaterra ocasionou um crescimento absurdo da urbanização e da industrialização inglesa, mas os trabalhadores viviam em condições extremamente precárias. Assim, como forma de buscar seus direitos, eles começaram a fazer greves e lutas em todo o país, levando os burgueses a aceitar algumas das reivindicações. Com isso, os trabalhadores conseguiram desenvolver pela primeira vez a consciência econômica e política das situações sociais que enfrentavam, formando uma nova classe social chamada de proletariado. Esse confronto entre o proletariado e a burguesia forjou o sistema capitalista, dando ainda mais força à Revolução Industrial.
Com a Primeira Revolução Industrial, o avanço tecnológico só ficou ainda mais rápido e se intensificou ainda mais na metade do século XX, com lançamentos de vários produtos, o aprimoramento massivo das máquinas e com o melhoramento de aparelhos da informática e robótica, graças às grandes empresas multinacionais que possuíam sedes em diversos países europeus. Isso proporcionou a invenção do telefone, televisor e do avião nos meados do século XIX e do século XX. Esse período de inovações ficou conhecido como a Segunda Revolução Industrial.
Após a Segunda Revolução Industrial, mais especificamente no pós-Segunda Guerra Mundial, a economia global começou a ter transformações profundas, assim como a tecnologia, que avançou consideravelmente por conta da ciência, abrangendo todos os setores da economia, como os setores da agricultura, comércio, pecuária etc. Esses avanços tecnológicos nos setores da economia e a integração física entre a ciência e a produção foram denominados de revolução tecno-científica. Além disso, nessa época, a globalização começou a ser cada vez mais importante, auxiliando na massificação dos produtos e nas relações comerciais dos países de todo o globo. Essa época foi denominada de Terceira Revolução Industrial.
Assim, podemos determinar que as três fases da Revolução Industrial impactaram muito nosso planeta e nosso modo de viver.
Podemos perceber isso com a Primeira Revolução Industrial, cujos impactos incluem: os primeiros países que passaram pela Primeira Revolução Industrial são até hoje países desenvolvidos, como a Alemanha, a Inglaterra, os Estados Unidos e o Japão; o sistema capitalista surgiu e se desenvolveu; vários empregos foram criados; ocorreu a mecanização do campo e a maior complexidade da sociedade e da economia.
Já na Segunda Revolução Industrial, seus impactos foram: o maior crescimento da produção em massa, o surgimento das multinacionais, a valorização do que é moderno e a modernização dos produtos que até hoje são importantes para a nossa sociedade.
Por último, temos a Terceira Revolução Industrial, que digitalizou boa parte dos processos, interligou nossa sociedade a partir da globalização e deu origem à chamada Quarta Revolução Industrial, que é especialmente focada em Inteligência Artificial e em interligar ainda mais nossa sociedade a partir da internet.
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Edição 10 · Setembro de 2024
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