Edição 14
Imagem: Foto de Jhong Pascua na Pexels A história da Umbanda: a religião brasileira de múltiplas influências

A Umbanda é uma religião que nasceu no Brasil, mas tem influências africanas, diferentemente do Candomblé, que surgiu na África. A Umbanda foi fundada em 1908, mais especificamente no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro. Na época, um homem chamado Zélio Fernandino de Moraes incorporou uma entidade chamada Caboclo das Sete Encruzilhadas. Como ninguém sabia o que estava acontecendo, ele foi levado para um exorcismo, onde a entidade se apresentou e anunciou a criação da Umbanda.
A Umbanda é uma junção de elementos de algumas religiões, como o Candomblé, o Kardecismo e o Catolicismo. Do Candomblé, adotou o culto aos Orixás e a relação com as energias da natureza. Do Kardecismo, trouxe conceitos como a evolução espiritual, a reencarnação e a comunicação com espíritos. Do Catolicismo, incorporou a figura de Jesus como centro dos cultos, sendo sua imagem sempre presente nos Congás, além de incluir orações cristãs, como o PaiNosso, no início das cerimônias.
Orixás Os Orixás são divindades africanas, cada uma representando diferentes aspectos da vida e da natureza. Eles podem ser comparados aos santos da Igreja Católica, mas possuem características próprias.
Oxalá: Representa a paz, a confiança e a vida. É o primeiro e o mais importante dos Orixás. Sua cor é o branco e sua saudação é “Èpa Bàbá” (Salve o pai).
Iemanjá: Conhecida como a Rainha do Mar, representa a maternidade, a fertilidade e a criação do mundo. Sua cor é azul-claro, seu símbolo é um espelho e sua saudação é “Odoyá”.
Ogum: Orixá da guerra, da coragem e da ordem. É associado a São Jorge no sincretismo católico. Sua cor é azul-escuro, seu símbolo é a espada e sua saudação é “Ogunhê”.
Oxóssi: Orixá das matas, da caça e da fartura. Representa a precisão e a determinação. Sua cor é verde, seu símbolo é o arco e flecha e sua saudação é “Okê Arô”.
Xangô: Ligado ao fogo e à justiça, pune os mentirosos e protege os inocentes. Sua cor é marrom, seu símbolo pode ser o machado de dois gumes ou a balança da justiça, e sua saudação é “Kaô Kabecilê”.
Oxum: Representa a beleza, o amor e o poder feminino. É associada às águas doces, como rios e cachoeiras. Sua cor é dourado ou amarelo, seu símbolo é uma flor (Lírio) e sua saudação é “Ore Yèyé o”.
Iansã: Ligada às tempestades e ventos, é uma Orixá guerreira. Seus símbolos são a borboleta e o Eruexim (instrumento sagrado). Sua cor é vermelho e sua saudação é “Eparrey Oyá”.
Além desses, há outros Orixás cultuados na Umbanda, como Oxumaré, Omolu, Nanã, Obá, Logun-Edé e Ibeji.
Exu e Pombagira Os Exus e Pombagiras são entidades ligadas às encruzilhadas e atuam na linha da esquerda dentro da Umbanda. Diferentemente dos Orixás, eles podem ajudar tanto para o bem quanto para o mal, mas sempre alertam que ações negativas terão consequências. Eles são mensageiros entre Aruanda (o “céu” na Umbanda) e a Terra, auxiliando na abertura de caminhos, seja no amor, no trabalho ou na vida pessoal.
Alguns dos Exus mais conhecidos são Exu Caveira, Exu Tranca-Rua, Exu das Sete Encruzilhadas, Exu Gira-Mundo, Exu Marabô e Exu Tiriri. Sua saudação é “Laroyê Exu”, e suas cores são vermelho e preto.
Entre as Pombagiras mais populares estão Maria Padilha, Maria Mulambo, Pombagira Sete Saias, Pombagira Rainha, Pombagira da Calunga, Pombagira das Almas e Rosa Caveira.
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