Edição 05
Joana d’Arc: um ícone eterno das mulheres
Existem várias mulheres que viveram em outras épocas e que até hoje são vistas como símbolos do feminismo. Hoje, iremos falar sobre Joana d’Arc.
Joana nasceu no ano de 1412 na França. Ela tinha quatro irmãos: Catharine, Jacquimin, Jean e Pierre. Sua família era profundamente religiosa, seguindo a fé católica. Isso significava que Joana não tinha liberdade religiosa, já que naquela época, a igreja exercia um poder significativo sobre muitos aspectos da vida. Desde cedo, Joana trabalhava nas terras com seus pais. No entanto, não há comprovação de que seus pais, Jacques d’Arc e Isabelle Romée, fossem camponeses.
Quando Joana entrou na adolescência, aos 13 anos, começou a afirmar que ouvia vozes e tinha visões. Essas vozes e visões diziam a ela que deveria ajudar a França na guerra, auxiliando na expulsão dos ingleses. Hoje, frequentemente ouvimos que Joana pode ter tido esquizofrenia ou epilepsia, já que relatava ouvir vozes e ter visões. Muitos historiadores tentam entender a origem dessas vozes e visões que a jovem afirmava ter.
Quando Joana completou 16 anos, finalmente se deixou influenciar por essas vozes e visões que pediam que ela participasse desse confronto. Conseguiu convencer um de seus parentes a levá-la até Vaucouleurs, onde algumas tropas francesas estavam localizadas. Lá, conseguiu falar e convencer o líder das tropas a levar uma escolta até Chinon, onde o rei estava. Conversando com o rei, obteve dele armas, vestimentas e autorização para liderar uma tropa de cerca de 7 mil soldados. Mais tarde, conquistou duas vitórias de extrema importância para a França: uma em Orléans e outra em Reims.
No entanto, em 1430, Joana foi capturada e vendida aos ingleses. Iniciou-se um julgamento injusto e ela foi condenada à morte na fogueira. A execução final de Joana d’Arc ocorreu em 30 de maio de 1432, quando tinha 19 anos. Além da tragédia de sua morte, o rei da França não moveu um dedo para ajudá-la, o que a fez morrer injustamente, apesar de ter rompido um ciclo de derrotas para seu país e conquistado vitórias significativas. Hoje em dia, ela é vista como um grande símbolo de força, empoderamento, resistência e feminismo para todas as mulheres.
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Edição 05 · Novembro de 2023
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