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EDIÇÃO 18 · MAIO DE 2026Pedagogia Suíça. Valores Humanos.

Edição 07

A nossa adaptação ao estudo remoto durante a pandemia de COVID 19

Imagem publicada com a matéria A nossa adaptação ao estudo remoto durante a pandemia de COVID 19
Imagem: Foto de Julia M. Cameron na Pexels

A COVID-19 foi um período muito difícil para nós, principalmente porque muitas pessoas perderam seus entes queridos, como mães, pais, amigos, filhos, e assim por diante.

Além da dificuldade de quase não poder sair de casa e das perdas de entes queridos, os hospitais estavam lotados, os alunos tiveram que se adaptar ao estudo remoto, o que foi algo muito difícil para a grande maioria, pois não podiam conversar com seus amigos diretamente e era muito ruim para tirar dúvidas. Como sou um estudante, vou falar sobre minha adaptação ao estudo remoto neste texto e o quanto foi desafiador.

Em 2020 (ano do coronavírus), a escola começou no início do ano de forma normal, pois não havia indícios da doença no Brasil. Porém, a partir de março, aproximadamente, o estudo remoto começou a ser utilizado para evitarmos o contágio entre colegas e professores. O estudo remoto funcionava da seguinte forma: as pessoas entravam pelo PC ou celular em alguma plataforma de vídeo como Skype ou Google Meet (eu utilizava esta última), ficavam na plataforma copiando as matérias que a professora passava normalmente em aula e depois ela mandava na plataforma do Google Classroom os deveres de casa que deveriam ser feitos pelo Google Forms, uma plataforma onde os professores poderiam criar suas lições.

As aulas online enfrentavam problemas graves (em particular, esses problemas não aconteciam comigo), como a possibilidade de alguém entrar na sala que não pertencia a ela, alguma mãe trocar de roupa sem querer na frente do computador, além de uma falta de foco por parte dos alunos (não conseguiam se concentrar de jeito nenhum), e a questão de que, se os alunos tirassem notas ruins em suas atividades, os professores não podiam reprová-los, além de xingamentos indevidos, falta de respeito, etc.

Para ser sincero, perdi muitas amizades que gostaria de ter feito, porém eu era um aluno reservado, então não fez tanta diferença na minha vida. Mas para as pessoas mais sociáveis, isso prejudicou muito a vontade de conversar e fez com que as pessoas ficassem mais reservadas também. Algumas dessas pessoas que eu gostaria de conversar revi depois de um tempo no CEMEL, meus amigos Hugo e André, que estudavam comigo nessa época de pandemia e estão comigo até hoje. A pandemia fez com que eu quase não aprendesse nada durante meu 4º ano inteiro, pois não conseguia me concentrar na professora e também por um pouco de descuido meu em relação à entrega das atividades.

A adaptação daquele sistema para mim não entrava na minha cabeça, mas depois de um tempo fui meio que forçado a tentar me adaptar, mesmo com todos esses problemas. Quase perdi meus entes queridos quando pegamos COVID, mas por ironia do destino, ninguém na minha família morreu por essa doença.

No fim deste texto, gostaria de expressar minhas sinceras condolências às pessoas que leram este texto e perderam algum ente querido para essa doença tão terrível que foi a COVID-19. Foi uma doença terrível e ninguém merecia passar por isso, então meus sentimentos.

“Bem, as minhas aventuras literárias são diversas, porém, infelizmente, não é possível colocar todas aqui.”

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