Edição 16
Mitologia brasileira: conheça as lendas do nosso folclore

O folclore brasileiro teve início no século XIX, ganhando importância através de grandes nomes como Mário de Andrade e com a criação do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Agora vou falar sobre algumas lendas mais famosas:
- Saci: a lenda diz que ele é um menino sapeca e bagunceiro, que anda numa perna só. Para capturá-lo, precisaria de uma peneira, uma garrafa de vidro e uma isca.
- Curupira: é um menino com os pés virados para trás e cabelos de fogo. Seus pés servem para confundir caçadores e madeireiros que ameaçam a floresta. Dizem que o Curupira castiga quem desmata.
- Vitória-Régia: lenda indígena sobre uma índia apaixonada pela lua, transformada por um deus lunar numa planta aquática.
- Homem do Saco: lenda usada para assustar crianças desobedientes, dizendo que ele as leva em seu saco.
- Bicho Papão: outra lenda que ameaça puxar os pés de crianças que não obedecem aos pais.
- Cabra Cabriola: criatura que supostamente leva crianças desobedientes ou com notas baixas para longe.
- Chupa-Cabra: lendária criatura que ataca animais de fazenda, sugando seu sangue e deixando apenas os ossos.
- Boto Cor-de-Rosa: golfinho que se transforma em homem à noite, seduz mulheres e depois retorna ao rio.
- Mula sem Cabeça: mulher que se envolve com figuras religiosas é transformada numa mula sem cabeça que corre pelas estradas.
- Corpo Seco: homem que maltratava a mãe e foi rejeitado pelo céu e inferno, condenado a vagar eternamente.
- Lobisomem: sétimo filho homem de uma família de mulheres que se transforma em lobo nas noites de lua cheia.
O folclore brasileiro é muito rico em cultura, lendas, comidas e tradições. Essas histórias fazem parte da nossa história, com as lendas mais conhecidas sendo o Saci, Curupira, Iara e outras. Embora os detalhes possam variar entre regiões, o contexto e os personagens principais se mantêm.
O folclore brasileiro se assemelha a uma mitologia por seus personagens fictícios e fantasiosos, porém diferencia-se por apresentar criaturas mais terrenas e “animadas” do que as poderosas divindades das mitologias nórdica, grega, asiática ou egípcia. São tesouros da imaginação popular que continuam vivos no coração da cultura brasileira.
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Edição 16 · Novembro de 2025
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